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Sim, senhor

8 de abr. de 2011 - não enviada por Graci 1 comentários
Ah, acabei de saber que hoje é dia de festa.
Lembrei de você.

Pensei no quanto é engraçado um primeiro encontro, dei muita risada sozinha e fiz algumas caretas, admito. Para mim, o nosso foi meio traumático, fique sabendo.
Tenho de te dizer que a única coisa que motivou o segundo (e o primeiro também) foi o desespero, afinal, meu bem, estava com medo de nunca mais ficar com alguém na vida... Até que você apareceu e botei na minha cabeça que uma hora aquilo ficava bom.

Tá. Você é bem ajeitado.
Educado, simpático e tem um futuro promissor. Até que dava para encarar.
Mas é chato. Chato. Chato. Muito chato.
É, e em nome do desespero ignorei isso e seu beijo ruim.
Não vou dizer que me arrependo. Minto. Vou sim, porque me arrependo mesmo.
Por um lado.

Admito que me esforcei, por isso mesmo fiquei frustrada com o pé na bunda. Foi mais pelo silêncio durante ele, na verdade, mas foi chato. E foi quadrado, como você. Pensando bem, até que foi bom, porque eu insistiria, mesmo achando que nada batia. Só que sou rancorosa, né? E, sim, rio quando me deparo com algumas peculariedades suas, apesar de lembrar hoje de tão poucas.

Enfim, até hoje não tive a chance de mandar você para algum lugar bem legal. Achei que você merecia o mesmo silêncio, desta vez sem preconceitos, mas quando eu te ver de novo, se algum dia isso acontecer, acho que não terei cara para dizer nada, mas só porque é típico de mim ser assim. De alguma forma, você acrescentou muita coisa na minha vida e sou grata a isso.

Grata, muito grata, por ter comigo alguém que escuta Chico, não pagode.
Que lê meu Vinicius e encarna um poeta em cada ausência minha.
Que brinca com minha falta de crença sem me recriminar.
Que conversa comigo sobre coisas interessantes.
Que compra livros para ler, não para enfeitar a estante.
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É, é isso. Se cuida, tá?

Leite, torrada e mel

9 de jul. de 2010 - não enviada por Camila Rufine 7 comentários

Aconteceu há 10 anos.

No carro, íamos minha mãe e eu. Ela estava muda, mas na metade do caminho resolveu arriscar:

- Filha, quem é Onêi?
- O Nei? O Nei é o pai, ué.
- Não, Camila. Onêi. H - O - N - E - Y.
- Honey?! Honey é mel em inglês.

Minha mãe desviou o olhar da estrada e me fitou, procurando por algum indício de mentira. Quando viu que eu realmente não sabia do que ela estava falando, começou a rir...

- Qual é a graça, mãe?
- É que seu pai viu isso escrito no espelho quando saiu do banho e me chamou, achando que era o nome de algum paquerinha seu. Ele ficou uma arara. Até me pediu para investigar tudo e contar para ele.
- Hahahahahahahaha...

Eu não conseguia parar de rir, mas me dediquei a lembrar o que poderia ser aquilo.

- Ah, mãe! Eu já sei. Tem essa banda que eu gosto, Roxette. Esses dias eu estava ouvindo a música durante o banho e escrevi "honey", pois tem isso na letra. E deve ter ficado lá quando o espelho embaçou novamente.
- Hummmm, entendi.
- Hahaha. Mas não conta para o pai que você sabe, que eu quero judiar dele mais um pouco.

Minha mãe, famosa por adorar pregar peças, não se opôs. Naquela mesma noite, após ter acabado de tomar meu banho, olhei para o espelho embaçado e não me contive. Desenhei um grande coração transpassado por uma flecha e escrevi "H e C" dentro.

Para a minha aflição, meu pai demorou ir tomar banho e após um tempo eu já tinha esquecido da brincadeira. Só fui lembrar quando, mais tarde, senti a casa estremecer com um grito furioso vindo do banheiro:

- MUIÉ, VEM CÁ. AGORA!

E minha mãe foi, já imaginando qual era o problema ao me ver gargalhando baixinho na sala de TV. Do lado de fora, não pude ouvir nada do que eles conversaram. Mas acho que ela lhe contou a verdade. Logo que a vi sair do banheiro, ela me deu um soslaio e um sorriso discreto. Minutos depois meu pai apareceu na sala, com o cabelo molhado, todo sisudo e de poucas palavras:

- Não quero conversa. Vai começar o jornal.


CAMISa de força

11 de abr. de 2009 - não enviada por CamilaRufine 5 comentários




Sua mentira não é páreo para meu problema mental, beibe.

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Má-drasta...

27 de nov. de 2008 - não enviada por CamilaRufine 8 comentários

Não estou aqui para oferecer um lugar no céu por um precinho camarada, nem pedir doação para a Fundação da Nossa Senhora do Dente do Siso. Mesmo assim, espero merecer sua atenção por um ou dois minutinhos.

Nunca a vi, mas já ouvi seu berreiro uma vez. E posso dizer dessa única impressão e também dos comentários que ouço a seu respeito, que você faz o tipo de mulher 'do-lar' cujo ponto alto do dia é acompanhar a novela das nove. Suponho que você se identifique com a mocinha da trama. E mais: sou capaz de apostar que você se olha no espelho e vê, além do reflexo de índa-semi-Perla, uma mulher sofrida, santa e caridosa que casou virgem e sofre a perseguição dos dois enteados.

Na sua cabecinha de alho, essa mulher santa que você acha que é, não faz nada além do bem. Sua moral aprova varrer lixo pro quarto dos filhos concebidos no pecado do seu marido; justifica dizer pra todo mundo que aquele vinho no chão do quarto da menina-bastarda seja macumba; acha digno de louvor chamar alguém de biscate, só porque fez sexo com o namorado...

Ô índia dos cabelos negros, acorda pra vida! Desliga a novela e vá ler um livro. Qualquer livro. Não tente segurar seu marido no desespero. Ao invés de tentar jogá-lo contra os filhos, tente encarar o sexo como um momento não só de procriação. No lugar de tentar fazer da vida seus enteados um inferno, faça a sua felicidade indepentente da ruína dos outros. Preste mais atenção e interprete melhor o sermão que o padre dá na igreja que você vai sempre que pode. E antes de blasfermar, lembre-se do bosta que seu filho legítimo está virando.

Péra, péra, péra! Antes de vir pra cima de mim com seu tercinho e água benzidos pelo padre da televisão ou fazendo o nome do pai repetidas vezes, deixe eu me apresentar. Sou uma amiga muito próxima da menina linda que você tenta constantemente acabar com a vida, por inveja, mas não consegue.

Ao contrário daquilo que você tenta se convencer que seja a realidade, ela não vive em um mundinho pequeno, não é infeliz e não vê a hora de morar longe de você e da sua esquizofrenia paranóica.

E não, eu não perdi meu tempo te escrevendo pra te convencer que você nunca será a protagonista gente boa que acredita ser. Estou quase ciente de que tenho mais poder de persuasão com um cachorro surdo do que com você. Mas sim, estou aqui pra rir da sua cara que nem conheço, pois dessa vez a 'mocinha' vai se lascar!

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Mensagem à turma de Secretariado

18 de out. de 2008 - não enviada por CamilaRufine 6 comentários
Quem não merece ler isso, me desculpe desde já.

Querida turma. Sei que já estamos no fim de outubro, às vesperas da entrega do TCC e ansiosas pela colação de grau. Sei que enquanto perco tempo escrevendo em um blog fadado ao fracasso, muitas de vocês estão em suas casas, assistindo o Caldeirão do Huck e comentando como a Angélica é sortuda de achar um partidão igual ao Luciano. Sei também que já pode ser tarde pra eu desabafar, pois logo, logo muitas de nós jamais nos veremos novamente. Mas eu preciso dizer algumas coisas, ainda que seja o mesmo que eu falar com várias portas.

Eu tenho dó e raiva de vocês. Não só por serem porta-bandeiras do puritanismo e mestres da arte de ser CDF, mas também pelo fato de vocês sempre tentarem boicotar qualquer tentativa de eu e as demais 'pecadoras-sem-futuro' da sala termos nosso momento de felicidade. Tenho raiva e dó, sim. Raiva, simplesmente porque vocês são umas idiotas e dó, porque sei que vocês sempre se darão mal no final (ou ainda antes).

Parem de se fazer de vítimas. A gente não estava rindo de vocês, durante a apresentação do trabalho de Francês. A gente não tem culpa de termos mais amigos. Não é nosso erro sermos mais bonitas, criativas e bem-amadas. Não é nada pessoal quando a gente afirma que acreditamos que nota de prova não garante emprego no futuro. Na realidade, muitas vezes nem lembramos da existência de vocês. E vocês insistem em ficar aí, com essa balela de 'ai, somos as vítimas'.

Mas não foi só pra blasfemar que escrevo. Admito que ontem vocês fizeram-me um grande favor. O churrasco da sala, feito também com o dinheiro de vocês, foi simplesmente perfeito sem os olhares de reprovação da patotinha de carolas. Não sei se foi uma tentativa de acabar com o nosso churrasco, mas se foi não funcionou. Além de ter sobrado bem mais coisas para quem realmente merecia se divertir, ainda vamos aparecer bem mais no vídeo de formatura.

E pra finalizar, quero só deixar claro que não fiz nenhuma macumba pra nenhuma de vocês. Se vocês forem profissionais mal pagas, tiverem vidas amorosas frustradas e não conseguirem nenhum amigo que não seja um indiano pela internet, é mera coincidência, ok?