Mensagem à turma de Secretariado

18 de out de 2008 - não enviada por CamilaRufine 6 comentários
Quem não merece ler isso, me desculpe desde já.

Querida turma. Sei que já estamos no fim de outubro, às vesperas da entrega do TCC e ansiosas pela colação de grau. Sei que enquanto perco tempo escrevendo em um blog fadado ao fracasso, muitas de vocês estão em suas casas, assistindo o Caldeirão do Huck e comentando como a Angélica é sortuda de achar um partidão igual ao Luciano. Sei também que já pode ser tarde pra eu desabafar, pois logo, logo muitas de nós jamais nos veremos novamente. Mas eu preciso dizer algumas coisas, ainda que seja o mesmo que eu falar com várias portas.

Eu tenho dó e raiva de vocês. Não só por serem porta-bandeiras do puritanismo e mestres da arte de ser CDF, mas também pelo fato de vocês sempre tentarem boicotar qualquer tentativa de eu e as demais 'pecadoras-sem-futuro' da sala termos nosso momento de felicidade. Tenho raiva e dó, sim. Raiva, simplesmente porque vocês são umas idiotas e dó, porque sei que vocês sempre se darão mal no final (ou ainda antes).

Parem de se fazer de vítimas. A gente não estava rindo de vocês, durante a apresentação do trabalho de Francês. A gente não tem culpa de termos mais amigos. Não é nosso erro sermos mais bonitas, criativas e bem-amadas. Não é nada pessoal quando a gente afirma que acreditamos que nota de prova não garante emprego no futuro. Na realidade, muitas vezes nem lembramos da existência de vocês. E vocês insistem em ficar aí, com essa balela de 'ai, somos as vítimas'.

Mas não foi só pra blasfemar que escrevo. Admito que ontem vocês fizeram-me um grande favor. O churrasco da sala, feito também com o dinheiro de vocês, foi simplesmente perfeito sem os olhares de reprovação da patotinha de carolas. Não sei se foi uma tentativa de acabar com o nosso churrasco, mas se foi não funcionou. Além de ter sobrado bem mais coisas para quem realmente merecia se divertir, ainda vamos aparecer bem mais no vídeo de formatura.

E pra finalizar, quero só deixar claro que não fiz nenhuma macumba pra nenhuma de vocês. Se vocês forem profissionais mal pagas, tiverem vidas amorosas frustradas e não conseguirem nenhum amigo que não seja um indiano pela internet, é mera coincidência, ok?

Tia, por favor!

7 de out de 2008 - não enviada por Graci 3 comentários
Família a gente não escolhe. Sim, acredite, seus irmãos também dizem isso. Cunhadas, então, nem coloco no meio. Sobrinhos, crianças ainda sem direito de voto, certamente um dia repetirão o mesmo discurso e botarão lenha mais seca na ardente fogueira e a ciranda continuará, repleta dos mesmos altos e baixos dos últimos tempos.

Eu sei que eu tava fora quando o circo pegou fogo, mas ainda acredito saber quem tinha razão ou não e, apesar de toda a desconfiança gerada naquele momento, eu achei que nossa família ficou bem mais divertida depois disso. Sim, parecendo uma família normal, com birras e desafetos, mesmo sem eu tomar partido algum, só cerveja e chimarrão na casa de todo mundo. Por isso meus ouvidos se habituaram aos comentários mais esdrúxulos, do tipo “ai, que eu não tenho mais família” e afins, sem eu perceber. P problema é que, depois disso, quase todo mundo achava que meu ouvido era penico para ficar falando dos outros.

Sim, eu devo ser muito parecida com a Hebe (triste sina) ou tenho uma postura bem parecida com a dela... “Que gracinha! Vamos tornar as pessoas felizes!” Mas, confesso, não agüento mais. É tanta coisa besta que eu tenho de ouvir e, para ser bem sincera, não tenho dom. Então, se você não recebeu os votos que esperava da sua família, reclame, mas não para mim. Eu continuo sendo a sobrinha “pacenciosa”, mas não para este tipo de assunto, ok?

Ah! Eu votei em você, sim. Confesso que pensei em votar em outra pessoa, mas achei que você merecia minha cédula de democracia. Me enganei?