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Angelical

2 de mar. de 2011 - não enviada por Camila Rufine 4 comentários
- Boa noite, pai.
- Boa noite, filha. Se cuida agora que você está sozinha e dorme com os anjos. Só com os anjos, viu?

Querida Xuxa,

4 de ago. de 2010 - não enviada por Camila Rufine 5 comentários
Sabe quando a pele está tão descuidada, seca e quebradiça, que começa a coçar?

Pois é. Estou com essa coceira, mas é no coração.

Você sabe se existe Monange em cápsulas?




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Perigo Constante

13 de out. de 2009 - não enviada por Graci 10 comentários
Em casa, entusiasmo.
Passando pela frente da casa da madrinha, faceirice.
Na primeira parada para entrar na rodovia, apagão.
No trecho alagado do percurso, primeira ultrapassagem.
Menos de um quilômetro adiante, engraçadinho que buzina.
Preferenciais, placas, lombadas, rotatórias, alguém encostado: desespero.
Lombadas incessantes, um pé no freio outro na embreagem, sem reduzir marcha (?).
Quilômetros adiante, mais lombadas, carros, pessoas, placas... Lágrimas nos olhos.
Decisão: amanhã, de ônibus.

Ps. : não, não se arrisque. Passe bem longe de um uno verde meio azul. Ninguém garante.

Ainda lembro (e você?)

7 de mar. de 2009 - não enviada por CamilaRufine 6 comentários
Nosso segundo encontro. Passando em frente a uma loja de móveis...

- Nossa, Cami. Acredita que na casa da minha amiga os sofás são laranjados?

- Acredito. Minha mãe mandou reencapar os nossos. Todos laranja também...

- Mas... os da minha amiga são daquela cor ali, ó (apontando para uma fulana com camiseta abóbora-fosforescente).

- São bem dessa cor os lá de casa.

- Eu acho bonito.


(Janeiro / Fevereiro, 2005)

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Tudo o que você não soube...

16 de nov. de 2008 - não enviada por CamilaRufine 6 comentários

... nem precisava saber (em ordem mais ou menos cronológica):


Já comi barata.
Já fiz uma vizinha comer bolo de areia.
Já colei chiclete propositalmente no cabelo do meu irmão.
Já escondi um ovo frito atrás do sofá porque não queria comer.
Já tive que ser segurada por duas pessoas para conseguirem tirar um bicho de pé.
Já chorei assistindo lua de cristal (e quando minha mãe perguntou, eu disse q tinha machucado o dedo).
Já menti a idade pra entrar mais cedo no colégio (ordens de mãe).
Já usei topetes de gel.
Já pesquei um cágado com um grão de arroz.
Já pesquei uma galinha.
Já roubei tazos.
Já gostei de Alexia.
Já levei absorvente da minha mãe pra mostrar pras amigas da escola.
Eu assistia Caça Talentos (Por, por, por, por Merlin!).
Já menti sobre o acontecimento do primeiro beijo.
Fiz xixi na calça de tanto rir na esquina da Gdário, em meados do ensino médio.
Já fiquei horas perdida dentro da UEM.
Já ganhei campeonato de grito.
Já tive medo de E.T.
Já bebi vodca com fermento.
Já beijei cinco em um final de semana.
Já escrevi cartas inúteis, só pra driblar a insônia.


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Aos tios do meu caminho

3 de set. de 2008 - não enviada por Graci 3 comentários
Nunca usei um anel de compromisso. Uma vez me acusaram de estar usando um, mas, na realidade, era só um anel velho que ganhei da minha prima. Também não lembro de ter assumido algum compromisso, digamos, sério, até hoje. Nunca fui uma pessoa de relacionamentos consistentes e em nenhum dos meus inconsistentes relacionamentos me deram um anel. Tudo bem que, se dessem, eu teria encontrado uma desculpa, dessas bem esfarrapadas e não o usaria. Sempre achei cafonérrimo o tal anel, principalmente depois que vi que uma colega minha tinha uma coleção deles.

Mas, o fato é que, agora, tenho um anel de compromisso no meu dedo, sem relacionamento consistente ou inconsistente.

Meu anel é de prata e dentro dele está escrito Gilmar, em letra bonitinha. Encontrei-o no fundo de uma caixa de lembranças da minha irmã. Sim! Peguei escondido, e mais. Disse que comprei o anel em uma loja de bijuterias. Quando eu receber meu salário, compro outro e devolvo este ao seu mesmo bat local.

Não, não sou uma malvada mentirosa. Apenas precisei tomar uma medida drástica. Há quem diga que usar o tal anel chama pretendentes. Estou apostando no contrário. E tentando despistar, de todas as formas, os tios que cruzam pelo meu caminho, em profusão acelerada.

Desde que conheci o Lopes, tenho o medo de tios. Cada vez mais acredito que eles integram uma seita misteriosa, com o poder de descobrir quais mulheres estão sozinhas. E eu, como mulher sozinha, ímpar e desgarrada que sou, estou sempre na mira. Como namorado, desses de verdade, é artigo de luxo, me viro com o anel. Faço questão de, toda vez que tenho de falar com alguém pertencente à seita secreta, mostrar na hora e claramente meu dedo anelado. Na verdade, nem sei se funciona, nem em que mão tem que usar. Mas, de qualquer forma, ele vai ficar aí, como um colar de alho na frente de um vampiro.

Portanto, não cheguem perto, caros tios.