Mostrando postagens com marcador Dizia eu que a aritmética.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dizia eu que a aritmética.... Mostrar todas as postagens

Sobre comer barriga...

12 de out. de 2010 - não enviada por Camila Rufine 3 comentários
A única diferença entre um nada e um quase é a expectativa.

Uma pedra a menos não dá o direito de gritar "bingo!". A proximidade entre a trave e a rede não garante o gol. O sorriso da Miss Simpatia não bate a cintura fina da primeira vencedora do concurso. A intenção da piada não garante os risos. Quem quase compra, não leva para casa. Quem quase ama não vê o charme de voltar a ser ridículo. Quem quase vai chega tão longe quanto quem nunca desejou sair do lugar.

O quase é o consolo de quem arrisca, mas tem o mesmo gosto da derrota.

Medalha de prata para o primeiro perdedor.

Lembra de mim?

30 de jul. de 2009 - não enviada por CamilaRufine 0 comentários
Pensei bastante até concluir que não gosto da idéia que posso ser esquecida. Isso pode ser culpa do excesso de cuidados da minha mãe. Também desconfio do meu ascendente em Leão (maldita astrologia).

Bem... apesar de não ser uma pessoa essencialmente boa, no fundo sempre me induzi ao erro ao acreditar que meus pequenos e raros feitos altruístas perdurariam eternamente na memória das pessoas. Algo como quando uma adolescente bagunceira e impertinente resolve arrumar o quarto sem a mãe pedir. Trata-se de uma atitude tão única e bela para a jovem, que ela se esquece que não fez mais do que a obrigação e imagina que mudança impressionará tanto, que nunca mais seja preciso reorganizar o quarto novamente.

É assim que eu sou com todas as pessoas que convivo. Eu tenho rompantes de bondade, pieguice e companheirismo seguidos de longos períodos de apatia crônica. Dessa forma, confundo e machuco as pessoas, convencida de que qualquer excesso meu será entendido por elas como um charme da minha personalidade. Até que um dia elas se cansam da bagunça que reina aonde jaz o espírito de um quarto que foi arrumado só para impressionar,se mandam e não sentem a minha falta. Quando me dou conta disso começo a sofrer, procurando todas as maneiras possíveis de chamar a atenção sem parecer que eu estou fazendo isso propositalmente.

Então arrumo o meu quarto mais uma vez. Acendo até incenso (se a pessoa gostar de incenso). E convido para mais uma visita. Se eu consigo reconquistar a amizade (ou qualquer que seja a relação afetiva), após duas semanas - até menos que isso - já não noto a meia jogada no chão nem os farelos de biscoito e a toalha molhada em cima da cama.

Sou instável, bagunceira e preguiçosa e sobretudo burra por ainda questionar o motivo pelo qual eu não sabia manter as pessoas por perto ou por que meu telefone nunca toca às sextas e sábados à noite.

Ps: meu quarto está uma bagunça, mas procrastinarei enquanto eu conseguir manter a porta dos armários e as gavetas fechadas. Ou até a próxima crise de solidão.

.

Teorema

15 de jun. de 2009 - não enviada por CamilaRufine 4 comentários
- Eu nunca fui um cara fiel. Todo mundo fica falando em monogamia, mas no reino animal apenas algumas aves são monogâmicas.
- É... mas alguma vez você viu alguma vaca fofocando com outra que a Mimosa é corna?
- Hã... não.
- Poisé. Eu acho que o ser humano acaba sendo fiel por causa do falatório.
- Sabe que você tem razão?! Essa é uma teoria sua?
- Sim.
- Você já tinha pensado nisso sem estar bêbada?
- Não.

.

Não se reprima

11 de jun. de 2009 - não enviada por CamilaRufine 2 comentários
É claro que eu concordo com a idéia de que se o ser humano não entende ou não consegue colocar limites em si próprio, ele precisa ser coibido em prol do convívio e harmonia sociais.

As regras começam na família. Aqui em casa, por exemplo, minha mãe esconde (tenta) as caixas de chocolate para evitar a minha tentação, que é frequente. Certamente até os pais que não ligam de o namorado dormir no quarto da filha estipulam certas regras, como não ver o aspirante a genro andando de cueca vermelha livremente pelos corredores de casa. Mesmo nos sistemas mais simples e liberais, é preciso haver normas.

Limites também são estipulados nos outros grupos da sociedade, como na igreja, onde vamos de roupa comportada, como forma de demonstrarmos respeito e para não atiçarmos a luxúria, que é um dos pecados capitais. Bem como existem nas escolas e faculdades - como no laboratório de informática da universidade na qual me graduei. O computador de repente escancarava a tela vermelha escrita em letras garrafais e amarelantes: 'Acesso Negado!', denunciando a qualquer um a tentativa de infringir, conscientemente ou não, as leis de navegação da internet na instituição (A Graci que o diga, pois não conseguiu fazer uma pesquisa de Língua Portuguesa, devido aos termos 'pica' e 'pau', existentes em 'Sítio do Pica-pau Amarelo').

E eu preciso aceitar que, se é assim em todo lugar, não poderia ser diferente numa área tão caótica como a Internet. O Google deu pra implicar comigo e não me deixa vincular o link do nosso blog ao meu perfil no Orkut. Eu tento, de todas as formas, colocar o endereço do Não-enviadas nos campos status, quem sou eu, página-web e até na página de recados. Mas depois de alguns minutos aparece o maldito content suppressed, que porcamente traduzi como conteúdo reprimido. Desconfio que seja porque o link possui embutido ‘viada’ na palavra ‘enviada’ e o antispam dele deve ter entendido que eu pretendo propagar o preconceito. Se for isso, é um erro cometido por uma causa nobre e eu até respeito.

Mas acho que está bem claro que meu intuito aqui não é propagar preconceito nenhum e sim lutar contra os que ainda tenho. Por isso, aceitarei isso no embalo dos Menudos. O antispam pode até reprimir o conteúdo do que escrevo, mas não a mim. Continuarei não remetendo minhas filosofias rasas mesmo que os visitantes do meu perfil no Orkut não saibam da existência do Não-enviadas.


Por isso canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô!


.