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Quer ouvir uma música?

22 de dez. de 2010 - não enviada por Camila Rufine 2 comentários
Não?
Eu já sabia. Por isso não enviei.



(Wake up in the morning
Looking in the mirror
I open with pain 
Bloodshot eyes againCoffee for the drifter
Hurt by the light of day
I screwed up in vain Bloodshot eyes again
No, no, no.

It's so hard.
I better get used to this
Some say nights are for sleeping

I say nights are for sinking 
In the quicksand behind 
My bloodshot eyes again
No, no, no.

It's so hard.
I better get used to this
'Cause it's bloodshot eyes forever
Can't fool myself, from now on it's
bloodshot eyes forever
For me, for you

For my brothers and sisters
At very morning and dawn
Bloodshot eyes forever)

Leite, torrada e mel

9 de jul. de 2010 - não enviada por Camila Rufine 7 comentários

Aconteceu há 10 anos.

No carro, íamos minha mãe e eu. Ela estava muda, mas na metade do caminho resolveu arriscar:

- Filha, quem é Onêi?
- O Nei? O Nei é o pai, ué.
- Não, Camila. Onêi. H - O - N - E - Y.
- Honey?! Honey é mel em inglês.

Minha mãe desviou o olhar da estrada e me fitou, procurando por algum indício de mentira. Quando viu que eu realmente não sabia do que ela estava falando, começou a rir...

- Qual é a graça, mãe?
- É que seu pai viu isso escrito no espelho quando saiu do banho e me chamou, achando que era o nome de algum paquerinha seu. Ele ficou uma arara. Até me pediu para investigar tudo e contar para ele.
- Hahahahahahahaha...

Eu não conseguia parar de rir, mas me dediquei a lembrar o que poderia ser aquilo.

- Ah, mãe! Eu já sei. Tem essa banda que eu gosto, Roxette. Esses dias eu estava ouvindo a música durante o banho e escrevi "honey", pois tem isso na letra. E deve ter ficado lá quando o espelho embaçou novamente.
- Hummmm, entendi.
- Hahaha. Mas não conta para o pai que você sabe, que eu quero judiar dele mais um pouco.

Minha mãe, famosa por adorar pregar peças, não se opôs. Naquela mesma noite, após ter acabado de tomar meu banho, olhei para o espelho embaçado e não me contive. Desenhei um grande coração transpassado por uma flecha e escrevi "H e C" dentro.

Para a minha aflição, meu pai demorou ir tomar banho e após um tempo eu já tinha esquecido da brincadeira. Só fui lembrar quando, mais tarde, senti a casa estremecer com um grito furioso vindo do banheiro:

- MUIÉ, VEM CÁ. AGORA!

E minha mãe foi, já imaginando qual era o problema ao me ver gargalhando baixinho na sala de TV. Do lado de fora, não pude ouvir nada do que eles conversaram. Mas acho que ela lhe contou a verdade. Logo que a vi sair do banheiro, ela me deu um soslaio e um sorriso discreto. Minutos depois meu pai apareceu na sala, com o cabelo molhado, todo sisudo e de poucas palavras:

- Não quero conversa. Vai começar o jornal.


Balanço

2 de jun. de 2010 - não enviada por Camila Rufine 5 comentários
Zero filhos. Uma cicatriz de piercing. Duas graduações universitárias. Três amores incondicionais. Quatro cores diferentes no cabelo. Cinco, dos doze apóstolos. Seis temporadas de Lost. Sete Copas do Mundo. Oito meses fora do país. Nove quilos para eliminar. Dez é o número que eu calço nos Estados Unidos. Onze e onze: a hora que sempre vejo no relógio. Doze amigos de alma. Treze itens pendentes na lista de 30 coisas para fazer antes dos 30. Quatorze dias para o primeiro eclipse lunar do ano. Menos de quinze dólares no banco. João Roberto morreu aos dezesseis. Dezessete páginas lidas sobre o criado mudo. Meu recorde: dezoito pedaços de pizza. Saudade dos Dezenove. Vinte anos lendo e escrevendo. Vinte e um dias de silêncio. Vinte e duas milhas distante. Vinte e três dias dos namorados sozinha. Vinte e quatro puxões de orelha.



If I only knew the answer
If I change my way of living
And if I pave my streets with good times
Will the mountain keep on giving?

And if all of our days are numbered
Then why do I keep counting
?

Ney, meu bom...

27 de mar. de 2009 - não enviada por Graci 3 comentários


Nem precisava ouvir as outras.
Só com essa, sou sua.