Desencanto

20 de mar de 2009 - não enviada por Graci
Guarapuava, 24 de fevereiro de 2006

Melhor começar logo a nossa vida correspondencial versão 2006, não é, dona Camis?

Só para não quebrar a velha corrente, começo a carta de hoje confusa. Não esgotadamente, porque já minei todos os meus estoques ontem à noite. Também estou com sono e talvez seja um pouco disso que me deixa tão alterada e fora de órbita... Ai, ai... Cadê meu gardenal... Preciso!

Depois de não sentir muitas coisas nestas últimas semanas, ontem, depois que o computador foi desligado, a última luz apagada e o beijo de boa noite dado, me pus a pensar na necessidade, quem sabe utilidade daquilo tudo, daquele contexto, daqueles dois personagens deitados na mesma cama.

Não sei bem por qual motivo tive vontade de me levantar e ir embora, mesmo sem ter algo que justificasse minha partida. Pensei em me levantar, juntar as coisas que espalhei pela casa inteira (dramática! Todos os dois cômodos da casa, que é uma quitinete) e sair sem olhar para trás. Mas, não consegui. Fiquei ali, sufocada.

(...)

Ps1: Não consegui terminar. Tentei duas vezes, mas ficou nisso.

Ps2: Não escrevi no diário. Escrevi para você, Camis.

Ps3: Às vezes acho que algumas coisas não deveriam ser escritas.

4 Response to "Desencanto"

  1. Não Enviadas Says:

    Este comentário foi removido pelo autor.
  2. Não Enviadas Says:

    Ai, graci. Eu li e senti tudo isso. Você sabe bem do que eu estou falando. Todo ponto final só é ponto final de verdade quando é precedido desse fator: desencanto.
    Uma simples frase, um soslaio, uma risada e... puft... o principe vira sapo.
    Queria estar perto pra te dar um abraço. Na páscoa, né???

    Beijos, graci.

    E um brinde aos grandes e pequenos desencantos de cada dia.

    Camila Rufine

  3. Paulinha Fernandes Says:

    Graci, eu queria comentar alguma coisa bem ninja... Mas acho que eu tô meio vazia hoje...

  4. Tatiana Lazzarotto Says:

    Eu também estou vazia. Acho q, talvez, a falha está em pensar demais nos propósitos, quando eles não são necessários.